E a gente achando que o assunto da Copa do Mundo seria apenas futebol

É, já podemos dizer que a Copa do Mundo da Rússia está trazendo para o “debate” temas que, em edições anteriores, eram pouco falados, jogados para debaixo do tapete ou até mesmo desconsiderados.

Em poucos dias já entrou nas rodas de conversas oficiais, e falo daquelas Mesas Redondas pós partidas, os “gritos” homofóbicos dos mexicanos nos estádios, a quase inexistência de treinadores negros entre as seleções, e a forma como turistas brasileiros resolveram expor todo o seu machismo tendo como vítima uma mulher russa que, sem saber, foi exposta para todo o mundo como um pedaço de carne.

Quem ainda não teve o desprazer de assistir este vídeo, saiba que o conteúdo é nojento, é repugnante, é revoltante… e fique tranquila, pois não precisa ser feminista para sentir tudo isso, precisa apenas, e somente, entender que todo ser humano merece, acima de tudo, respeito.

Claro que algumas pessoas já estão querendo relativizar o acontecimento, colocar os famosos “panos quentes”, mas o fato é que aquilo aconteceu, e para quem achou que a coisa foi um caso isolado, já sabe-se que outros vídeos do tipo estão rolando nas mídias sociais, como se essa fosse a nova “modinha” entre os brasileiros machistas que resolveram mostrar a cara na terra da Copa.

Também não venham dizer que eles fizeram isso por estarem fora de casa, por conta da bebida, da empolgação diante de tanta festa, por causa da Lua em Saturno… na verdade, mostraram quem são, o que pensam e o que fazem, estejam perto ou longe de casa.

Então, não importa se eles fizeram isso “apenas” na Rússia ou se fazem no dia a dia deles aqui no Brasil, a gravidade é a mesma, e sinceramente, tenho dúvidas de que possuem civilidade suficiente para perceber que alí eles deixaram registrado para todo o mundo o quanto a humanidade pode ser asquerosa e repulsiva.

Para quem acha que esse é mais um “mi, mi, mi” da internet, entenda que esse “mi, mi, mi” pode, finalmente, algum dia, fazer com que os homens e mulheres percebam que tudo isso gira em torno do respeito ao próximo (palavra que já usei neste mesmo texto).

Quando digo “respeito ao próximo”, esse “próximo” pode estar do seu lado ou do outro lado do mundo. Pode ser de qualquer cor, qualquer gênero, qualquer idade, qualquer profissão, qualquer peso…pode até nem ser um humano, pode ser planta, pode ser um bicho…

Um dia vamos entender que o respeito deve ser aprendido e entendido como algo essencial nas nossas vidas, simples, ou complexo, assim.

por, Dani Rabelo

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