Brechós: Livre-se do preconceito e aproveite as oportunidades

Na minha infância e adolescência uma coisa que acontecia, com certa frequência, era o troca troca de roupas e sapatos entre as primas. Claro que isso sempre partia das mães, que ao perceberem que determinada roupa não cabia mais na sua filha, passava adiante.

Tempos depois percebi que, de alguma forma, colocávamos em prática o espírito do Brechó, porém sem o uso de dinheiro para isso. O destaque estava para o repasse de roupas e acessórios usados que estavam em boa qualidade de uso.

Segundo a Wikipédia, “um brechó (português brasileiro) ou adelo (português europeu) é uma loja de artigos usados, principalmente roupas, calçados, louças, objetos de arte, bijuterias e objetos de uso doméstico (…) Geralmente atraem um público mais alternativo, artistas em geral e pessoas de baixa renda e/ou desempregados, bem como aqueles à procura de artigos originais e únicos. Alguns funcionam também por consignação (onde os donos dos objetos deixam os artigos no brechó e recebem uma parte na venda) e/ou por escambo (na base de trocas). Muitos brechós têm finalidade beneficente.

moendaAinda de acordo com o site, surgiu no Século XIX através de um “mascate chamado Belchior ficou conhecido por vender roupas e objetos de segunda mão no Rio de Janeiro. Com o tempo o nome se transformou por corruptela em ‘Brechó’”.

Com o debate do consumo consciente e sustentável, comprar roupas e acessórios em Brechós pode ser um exercício bem interessante, porém, o problema é que, para algumas pessoas, pagar por uma roupa usada “mancha” a imagem que ela quer passar para a sociedade.

O Brechó deve ser visto como um local que você vai encontrar coisas básicas, e até mesmo itens de marca, peças originais…pagando menos da metade do seu valor real. Em suas andanças pelo Rio de Janeiro, minha mãe comprou uma bota de couro por um preço surreal, e ela existe até hoje, quinze anos depois.

Eu tenho diversas peças vindas de Brechós e de feiras de trocas, e inclusive já escrevi um texto falando de reuniões anuais que faço com um grupo de amigas justamente com esse objetivo (link do post).

Se passa pela sua cabeça essa história de que “sei lá quem usou aquela roupa ou sapato”, saiba que cabe ao dono, ou dona, no brechó expor produtos limpos, consertados e em condições de uso. Se a peça respeitar estas condições, esqueça quem foi seu antigo dono e faça ela viver uma nova história, só que agora com você 😉

por, Dani Rabelo

 

 

 

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