Protetor Solar: Item obrigatório

A minha geração, a galera que hoje está passando na casa dos trinta e quarenta anos, teve a oportunidade de viver coisas incríveis, e entre elas posso citar o fim das fichas telefônicas, o nascimento do celular e a popularização do uso do protetor solar.

Sim, lembro que quando eu era criança, bem criança mesmo, não tinha essa de usar protetor solar, nem de produtos cosméticos com proteção solar, muito menos tomarmos cuidado com o horário que escolhíamos para tomar aquele sol.

Está bem fresco na minha memória as misturebas que a minha tia e as minhas primas faziam para ficar com a cor do verão, bem na linha “quanto mais bronzeada melhor”. Tinha a clássica mistura de Cenoura com Coca-Cola, Beterraba com óleo mineral (aquele óleo de bebê), misturar sal grosso na água para imitar a água salgada do mar…e tudo isso só funcionava se a pessoa ficasse torrando no sol do meio dia.

Com o tempo surgiram as matérias sobre câncer de pele, o envelhecimento precoce da pele causado pelo excesso de sol e as propagandas dos primeiros protetores solares, que eram bem diferentes desses que encontramos atualmente. Eles mais pareciam uma pasta branca, oleosa, e que deixava a gente melecada, mas prometiam livrar você dos raios UVA e UVB. Eles não custavam barato, e lá em casa demoramos um pouco para comprar um tubo, e ainda sim, ele só era aplicado em alguns locais do corpo, como se o restante não precisasse de proteção :/

Ainda neste período, não tinha essa de protetor facial para uso diário, então, a opção era, usar o protetor da praia (mega oleosos) no rosto, e ficar com aquele sebo e cheiro de praia em pleno trabalho ou na sala de aula.

Juro que no meu ciclo de convivência o protetor solar ficava mesmo restrito aos dias de praia, no entanto, fui modificando a minha relação com esse produto.

Protetor Solar 2

Mas…e como ele funciona na prática?

Para quem tem curiosidade de saber como a coisa funciona, o protetor solar deve filtrar a quantidade de raios solares que irão entrar em contato com a sua pele, e seus efeitos negativos. Quanto as siglas que lemos em todos os protetores, UVA e UVB, cada um possui uma função: o primeiro impede que o sol chegue na derme (camada mais interna da pele) e o segundo evita que os raios atinjam a epiderme (camada mais externa da pele).

Vale ainda colocar aqui no texto que existem os protetores químicos e físicos:

Químicos: com uma formulação mais complexa, absorve a radiação UV fazendo com que a pele receba apenas uma fração de energia solar menos agressiva. Esses tipos de protetores não deixam aquela camada branca na pele.

Físicos: também conhecido como bloqueador solar, contém uma alta dose de dióxido de titânio que funciona como uma barreira física, refletindo os raios UV e impedindo que os raios solares entrem em contato com a pele. Geralmente deixam aquele aspecto branco na pele.

E sobre o Fator de Proteção Solar, Aquela sigla FPS que vem colada com um número (5, 8, 25, 30…)?

Ele nada mais é do que a identificação de quanto tempo a pessoa pode permanecer exposta ao sol além do que a pele permite. Explicando melhor, um protetor com FPS 30 proporciona que você fique no sol por um período 30 vezes maior até a sua pele ficar vermelha.

Também não adiante aplicar o protetor apenas uma vez, tomar mil banhos de mar, e achar que está seguro. O protetor deve ser reaplicado com uma certa frequência.

Também não vale usar a desculpa que apenas pessoas com a pele branca precisam de protetor solar. Negras e negros precisam se proteger dos raios UVA e UVB também!

Proteção solar não é algo que deve ser lembrando, e usado, apenas no verão. Estamos ainda no inverno, e em alguns lugares com muita chuva e frio, mas o sol continua no mesmo lugar ;), e já temos disponíveis produtos com as mais variadas texturas, com os mais diferentes níveis de  proteção e feitos para diversos tipos de pele, além de incluir essa “tecnologia” dentro das bases, pó compactos e outros itens de maquiagem.

A regra é “se cuidar”, e se no início o uso do protetor solar por ser chato e uma obrigação, com o tempo vai se transformando em algo natural e automático.

Euzinha consegui chegar neste nível de relacionamento com o protetor solar. Hoje, mesmo não encontrando “o protetor da minha vida”, este produto virou um item obrigatório no meu dia a dia. Não usá-lo faz com que eu sinta uma culpa gigantesca, no tamanho de fazer eu voltar para casa para aplicá-lo ou entrar na primeira farmácia para comprar um 😉

por, Dani Rabelo

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