Entrei na transição, na transição capilar – Deixando os fantasmas pra lá

Quarto mês da Transição Capilar, e eu jamais imaginei que hoje estaria escrevendo e vivendo isso. Fiquei pensado qual tema abordaria hoje, neste dia 10 de maio de 2017, e como a vida nos dá respostas sem nem percebermos…nesses dias nublado e de chuva, revivi um sentimento que tinha esquecido.

Na época que o meu cabelo era cacheado (com alongamento), eu tinha verdadeiro horror aos dias de chuva. O cacho não ficava bonito, era frizz por todos os lados, o volume aumentava enlouquecidamente….Nesses dias, confesso, desejei muito raspar ou alisar os fios.

Bem, anos depois, com o cabelo liso, a chuva me trazia outros problemas, mas não sentia mais tanta raiva e tanta tristeza. Afinal, mesmo como cabelo bagunçado, ainda me achava bonita.

Voltando ao tempo presente, precisei sair de casa em um dia de chuva, vento e frio, e a última olhada que dei no espelho, ainda do meu quarto, meu cabelo estava lindo. A texturização tinha ficado perfeita: volume e cachos definidos. Deixei o meu lar me achando linda, o que na verdade está acontecendo com muita freqüência, mesmo vendo diariamente meu cabelo com duas texturas, e que agora estão bem, bem definidas.

Depois de algum tempo no trânsito, protegida dentro de um carro, tive que encarar aquele clima de perto. Sem querer, lembro que respirei fundo, e dei uma breve olhada no meu reflexo quando o carro partia para o seu destino.

Caminhei, debaixo de um guarda chuva, e na minha mente o desejo de ver como o meu cabelinho estava, mas resolvi me segurar, e evitei espelhos e vidros, e me senti segura, e isso me deixou feliz, porém…por alguns segundo isso foi embora, assim como aquele papel de bala que a chuva estava levando na calçada. Bastou o vendedor de uma loja olhar para mim de um jeito, que eu achei estranho, fez brotar instantaneamente uma vontade louca de me olhar no espelho.

Sim, me rendi a insegurança, e foi através de um filete de espelho que a Dani dos trinta e poucos anos percebeu que a Dani dos vinte poucos anos, insegura e triste com o cabelo, estava querendo sair, estava querendo voltar.

Apertei os olhos e abri novamente. Meu cabelo estava desgrenhado. A texturização praticamente não existia. A parte lisa estava bem presente, a raiz cacheada também, o volume sem controle…Só podia ser um pesadelo.

Mais uma vez, mais uma vez aquela agonia, mais uma vez a sensação de vergonha, me achando feia, me achando esquisita…Então, parei! Parei e falei bem baixinho (acho que o povo na loja pesou que além de descabelada, eu estava doida 😉 ): Deixe disso!

Encarei o filete de espelho, coloquei o cabelo atrás da orelha, voltei para o vendedor e dei continuidade a minha compra.

Deixei a loja me sentindo orgulhosa, e com um sorriso no canto da boca. A Dani dos vinte poucos anos vai continuar lá. O tempo dela já passou, e agora quem está no comando é a Dani dos trinta e poucos anos, e essa quer muito esse cabelo cacheado, muito mesmo!

Para quem está querendo saber se depois disse bateu a vontade de alisar o cabelo, vou responder te contando o que aconteceu quando cheguei em casa: Me olhei no espelho, peguei uma liga, fiz um rabo de cavalo e fui trabalhar.

Pois é, não passou pela minha cabeça alisar o cabelo, e agora vamos para o quinto mês da Transição Capilar 😉

eu 02

por, Dani Rabelo

 

 

 

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