Aplicativo “Moda Livre” ajuda a descobrir empresas que utilizam o trabalho escravo

No mês de janeiro de 2017 escrevi o texto “Consumo Consciente contra o Trabalho Escravo”, e entre os inúmeros retornos que tive, algumas pessoas perguntaram como elas poderiam saber se as lojas que elas compram estão envolvidas com a exploração de trabalhadoras, trabalhadores e até mesmo crianças.

app 03Depois de pesquisar, descobri que não precisamos ficar dependendo do que a imprensa divulga (e se ela vai divulgar), e a tecnologia é a grande responsável por isso. Quem tiver vontade de aderir ao consumo consciente, e não comprar em lojas que utilizam o trabalho escravo, vale baixar no celular o aplicativo “Moda Livre”.

Desenvolvido pela Ong Repórter Brasil, referência nacional na defesa dos direitos humanos, o aplicativo está disponível gratuitamente para Android e iPhone, e nela estão informações de lojas consagradas no mercado brasileiro, e aquelas que foram flagradas utilizando trabalho escravo pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Para a “montagem” das informações das empresas, o aplicativo encaminhou para as companhias um questionário-padrão para avaliação dos seguintes indicadores:

– Políticas: compromissos assumidos pelas empresas para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento;

– Monitoramento: medidas adotadas pelas empresas para fiscalizar seus fornecedores de roupa;

– Transparência: ações tomadas pelas empresas para comunicar a seus clientes o que vêm fazendo para monitorar fornecedores e combater o trabalho escravo;

– Histórico: resumo do envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo, segundo o governo.

De acordo com as respostas, as empresas recebem uma pontuação, e são classificadas e recebem uma cor: verde, amarelo ou vermelho. No caso das companhias que não responderam o questionário, o App incluiu na categoria vermelha.

Mais uma vez digo, é possível estar na moda, seguir as tendências, e não compactuar com esse tipo de barbaridade. No momento que deixamos o nosso dinheiro nessas lojas, estamos sim apoiando o trabalho escravo e a exploração de crianças, mulheres e homens.

Como cidadã e cidadão, não podemos nos isentar e fingir que esse tipo de prática não existe. Se colocar no lugar do próximo é entender que aquela blusa linda foi feita por uma pessoa que pode estar passando fome, sede, e que tem os seus direitos desrespeitados.

por, Dani Rabelo

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