P, M ou G? Quando etiquetas são apenas etiquetas

O que vou dizer aqui não é nenhuma novidade, mas o seu desenrolar talvez ajude outras mulheres, e até mesmo outros homens.

Essa loucura (sim, a palavra é essa mesma) que a indústria da moda criou em torno das medidas perfeitas, e quanto menores elas forem melhor, podem causar conseqüências desastrosas, e isso é o mínimo que posso falar.

Mesmo quem tenta se conscientizar de que esses padrões são irreais e absurdos, vez por outra se pega fazendo, ou dizendo, algo que colocam essas imposições em destaque. Pode ser o número que a balança apresenta, pode ser aquela calça que agora não está tão folgada assim ou a negação de provar uma blusa G e insistir no tamanho P.

Quando eu era adolescente a balança nunca foi um problema, e cansei de usar roupas da sessão infantil, pois nas de adulto as roupas eram grandes demais. O tempo foi passando e a sessão infantil já não me servia, e oficialmente migrei para o tamanho P e para as calças tamanho 36.

Anos e anos depois me vi na paranoia de não querer aceitar as transformações do meu corpo, e me obrigava a caber nas roupas com tamanhos pequenos. Preferia o desconforto de algo apertado do que a possibilidade de ter no meu guarda roupa uma blusa M ou G e uma calça 38 ou 40. Preferi lotar o meu guarda roupa com peças que não cabiam em mim na esperança de voltar para aquele manequim.

Viu como isso é uma loucura? E olha que me considero uma pessoa esclarecida, mas ainda sim acabei caindo nessa cilada, e em um determinado dia parei de enaltecer a informação de uma etiqueta e dei mais valor a pessoa que sou. Claro que isso não foi tão rápido assim. Claro que algumas pessoas ainda olham para você e enxergam o visor de uma balança. Claro que é um trabalho de aceitação e de reconhecimento. Se achar linda em qualquer tamanho quando somos bombardeadas com propagandas dizendo o contrário, não é fácil, mas também não é impossível.

Na primeira vez que fui comprar roupas, e levei para casa peças em tamanhos maiores, foi libertador, e consegui tornar isso ainda melhor quando fiz “uma limpa” no meu armário e tirei tudo que não cabia mais em mim. Não fiz isso com tristeza, ao contrário, abri espaço para uma mulher mais madura, mais consciente, mais segura e mais aberta as mudanças que a vida estava me proporcionando.

Tudo é uma questão de conceito e preconceito. Uma questão de ponto de vista. Vestir PP, P, M, G, GG, XG…tanto faz. O foco deve ser a saúde, e não a identificação de um manequim. Etiquetas são somente etiquetas, e elas não merecem ser supervalorizadas. Elas são um pedaço de plástico, de tecido,  não são você, e você é muito mais do que isso. Liberte-se dos padrões, liberte-se dos tamanhos, liberte-se para ser quem você quer ser. Liberte-se para ser quem você é!

por, Dani Rabelo

 

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