Para quem ainda acredita que o preconceito não mata

Não sou ingênua de achar que pelo simples fato do ano estar terminando todas as pessoas vão se encher de amor no coração e viveremos dias de paz, e o próximo ano, magicamente, não teremos mais notícias de violência, de preconceito, de racismo, de xenofobia, de machismo…

E como a realidade não perdoa, no dia 25 de dezembro de 2016 um homem foi espancado até a morte por tentar defender um morador de rua que estava sendo agredido pelo fato de ser travesti. São notícias assim que por alguns minutos faz passar pela minha cabeça que a humanidade não tem mais jeito.

Como uma, duas, três, quantas pessoas forem, podem levantar da cama e achar que tem o direito de ofender, agredir, bater e matar outras por elas serem quem são, e fazer o mesmo com quem enfrenta a covardia e defende o direito do outro de “ser”. O que aconteceu foi uma barbaridade, um absurdo, e qualquer indignação ainda será pouco.

Para quem abre a boca para dizer que os brasileiros são pessoas calmas, ordeiras, sem preconceitos, esse acontecimento foi uma tapa na cara. Sim, nós vivemos em um país em que é um risco você ser homossexual, você ser negro, ser mulher, ser índio…e o preconceito mata, mata e deixa marcas.

Desejo imensamente que os culpados sejam punidos, que algum dia a morte do senhor Luís Carlos Ruas não tenha sido em vão.

Por dias melhores, e mais conscientes para o nosso Brasil, um país que traz na sua história muitos momentos vergonhosos, e esse é mais um, mas, que não seja apenas mais um.

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Arte: Jornalistas Livres

por, Dani Rabelo

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