Cadê as regras de etiqueta no uso do Whatsapp?

Coisa rara hoje em dia é alguém ter telefone residencial, mais difícil ainda é alguém ligar para ele atrás de você. Com a popularização do celular (para que os mais jovens saibam, nos anos 90 celular era artigo de luxo), romperam-se as barreiras da localização, e você pode falar com uma pessoa em “qualquer lugar do mundo”.

Se isso já foi uma revolução, com a criação das redes sociais e a sua utilização através do celular, aqui foram rompidas as barreiras de horário, e para mim esse é um grande e sério problema.

A partir do momento que se instala no celular o Whatsapp, ou o bate papo do Facebook, saiba que tacitamente você assinou um contrato que permite que toda e qualquer pessoa envie mensagens para você em qualquer dia da semana e em qualquer horário. Mas será mesmo que a coisa precisa ser assim?

Vá lá você receber uma mensagem de meia noite de um parente (e olha que nem todo parente merece uma liberdade dessas), de um amigo bem próximo…mas e quando você recebe uma mensagem do seu chefe cobrando algo ou passando uma demanda para o dia seguinte? E quando um amigo do amigo pergunta algo no meio da madrugada? E quando um cliente te pede algo no final da tarde de um domingo?

Na minha humilde opinião, essa falsa proximidade e essa falta intimidade trazidas por essas redes sociais casaram perfeitamente com a falta de regras de etiqueta para esse universo. Ainda citando os três exemplos acima, essas pessoas ligariam para a residência desse cidadão, ligariam para o celular dele, nesses mesmos horários? Creio que não.

Apesar disso, aparentemente, isso parecer ser algo normal, porém sinto informar que não é. O Whatsapp, e seus similares, é um canal de comunicação, mas até a comunicação possui limites, e quem está do outro lado é uma pessoa que tem uma vida social, dorme, come, fica doente…pode e tem o direito de ficar em silêncio algumas horas durante o dia.

Precisamos raciocinar, e entender que essas Redes Sociais podem ficar ligadas 24h por dia, mas quem se utiliza delas não. Menos ansiedade, e mais bom senso. Certos limites precisam ser mantidos, inclusive para preservarmos a nossa sanidade mental. Fica a dica!

por, Dani Rabelo 

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